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domingo, 14 de janeiro de 2018

Simulando Confrontos | Ceratossauro vs Metriacantossauro


 Depois de uma pequena pausa nos assuntos paleontológicos do blog, estamos de volta com mais um Simulando Confrontos! Aos amantes da Zoologia, tenho um recado: em breve teremos mais postagens sobre o assunto! Hoje temos um confronto bem interessante, são dinossauros de tamanhos bem semelhantes, vamos ver quem leva a melhor hoje.


sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Onicóforos

Olá pessoal, recentemente eu postei sobre muitos assuntos paleontológicos, e irei continuar postando! Mas hoje eu irei falar sobre um pequeno filo de animais: Os onicóforos! Hoje não irei entrar em detalhes de anatomia interna, mas sim vou ensinar de maneira simples a vocês sobre esses belíssimos animais!

Filo Onychophora


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Onicóforo do gênero Peripatus
 Os onicóforos são animais vermiformes terrestres, seus representantes fósseis eram exclusivamente marinhos, mas hoje em dia os onicóforos são exclusivamente terrestres, sendo assim, o único filo com espécies exclusivamente terrestres. Eles são curiosos seres aveludados, essa característica fez com que fossem chamados de vermes-aveludados ou velvet-worms em inglês. Na cabeça, possuem uma pequena boca circular, duas antenas, um par de olhos e um par de pernas modificadas capazes de esguichar uma substância adesiva que imobiliza suas presas imediatamente.

 Você pode nunca ter visto este animal, mas ele é realmente difícil de se ver! Esse filo é considerado um elo entre anelídeos e artrópodes, porém quando foi descrito foi confundido com uma lesma... Esses bichinhos habitam cavidades e fendas do solo, em obscuridade total ou penumbra, com temperaturas menores que 20°C, também são localizados entre troncos, folhas de árvores e arbustos, entre musgos, sob troncos caídos e até mesmo no chão da mata.

Distribuição das famílias Peripatidae e Peripatopsidae
Distribuição geográfica de duas famílias da ordem Euonychophora pelo mundo

 Como vimos são animais relativamente difíceis de se encontrarem, são restritos aos trópicos e zonas temperadas do hemisfério sul. Uma curiosidade bem interessante, é o método que os onicóforos utilizam para caçar suas presas (grilos, cupins, besouros e outros pequenos invertebrados), esses animais prendem suas presas ao substrato através de um jato de muco adesivo, secreção expelida por suas glândulas de muco que se abrem nas papilas orais.

 O Peripatus acacioi, é um fóssil vivo! Ele sobreviveu a diversos eventos da Terra, como por exemplo as mudanças climáticas. Ele é um animal bem raro e que infelizmente está ameaçado de extinção, porém foi criada em 1978 a Estação Ecológica do Tripuí em Ouro Preto com o objetivo de preservação do habitat natural do Peripatus acacioi. Então caso você passe por Ouro Preto não esqueça de dar uma passadinha na Estação Ecológica do  Tripuí para ter a oportunidade de ver esse incrível, belo e raro animal!

Resultado de imagem para Peripatus acacioi
Peripatus acacioi

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Simulando Confrontos | Espinossauro vs Tiranossauro

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A icônica batalha entre o Espinossauro e o T-rex de Jurassic Park
  Tudo começou em Jurassic Park 3 (2001) com uma cena em que acidentalmente o Dr. Alan Grant e seus acompanhantes encontram um Tiranossauro se alimentando de uma carcaça. Grant tenta usar a tática de não se mexer, mas já era tarde demais. Todos fogem desesperadamente até que o Tiranossauro encontra o temível Espinossauro, e lá começa uma batalha de daria muito o que falar com a vitória do novo queridinho do filme: o Espinossauro. Veja o confronto no vídeo abaixo:


segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Conheça o real Espinossauro

Olá pessoal, hoje estou aqui para falar da verdadeira aparência do Espinossauro!

ATUALIZAÇÃO | Em 2020, novos estudos de Ibrahim possibilitaram mais uma nova reconstituição do espinossauro, confira clicando aqui.

Reconstituição do espinossauro por ©Davide Bonadonna


O Espinossauro (Spinosaurus aegyptiacus) foi um dinossauro espinossaurídeo, pertencente a família Spinosauridae de cerca de meia dúzia de gêneros, 3 deles brasileiros: Oxalaia, Angaturama, Irratator. Ele viveu durante o período Cretáceo exatamente na última idade do Cretáceo Inferior (Albiano) e a primeira do Cretáceo Superior (Cenomaniano) no norte da África, é facilmente reconhecida por sua típica vela utilizada por exibição, intimidação e talvez regulação de temperatura. Ele foi o maior dinossauro terópode já descoberto Veja abaixo sua classificação científica e alguns dados:

Esqueleto de espinossauro por ©Tyler Keillor, Lauren Conroy e Erin Fitzgerald
Reconstituição da cabeça de um Espinossauro por ©Davide Bonadonna

*Por se tratar de uma espécie de registros fósseis escassos as medidas variam muito*

Comprimento: 12,6 a 14,3 ou 15 metros, alguns ainda dizem 18 metros.
Altura: 5 a 6 metros.
Peso: Alguns falam que ele possuía entre 8 e 9 toneladas. Outros dizem que ele tinha de 12 a 20,9 toneladas, além disso dizem que ele possuía apenas 15 toneladas.
Alimentação: Carnívora; Piscívora.
Modo de vida: Semiaquático.
Força da mordida: Algo em torno de 2 toneladas.
Localização: Viveu durante o Albiano do Cretáceo Inferior e Cenomaniano do Cretáceo Superior no norte da África, conviveu com o saurópode Paralititan, com os terópodes Carcharodontosaurus, Deltadromeus e Bahariasaurus, juntamente com o crocodilo Stomatosuchus e com as suas enormes presas, como o celacanto Mawsonia e o peixe-serra Onchopristis.
Garras: Possuíam entre 38 e 50 centímetros.

Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Reptilia
Superordem: Dinosauria
Ordem: Saurischia
Subordem: Theropoda
Infraordem: Tetanurae
Micro-ordem: Carnosauria
Família: Spinosauridae
Gênero: Spinosaurus
Espécie: Spinosaurus aegyptiacus

 Não irei entrar muito na sua história de sua descoberta, mas ele foi descoberto por Ernst Stromer em 1912 e descrito em 1915, porém os fósseis que ele descobriu e usou para descrever a espécie acabaram destruídos durante a Segunda Guerra Mundial em 1944, quando ocorreu um bombardeio no Museu de Munique. Desde então só se acharam escassos registros fósseis do Espinossauro, até que mais recentemente se encontram alguns bons registros fósseis que culminaram em novíssimas descobertas, no estudo de Ibrahim em 2014.

 Descobriu-se que ele tinha um quadril pequeno e as patas traseiras muito curtas para ser um bípede, e suas proporções indicavam um típico vertebrado especializado no modo de vida semiaquático, com a descoberta também de um novo centro de massa descobrimos que ele era na verdade um quadrúpede obrigatório em terra firme! Mas mesmo assim ele conseguia ficar bípede por alguns momentos.


 Uma de suas presas era o enorme Onchopristis, um peixe-serra gigante. Ele teve um longo focinho em forma de pá, revestido em ambos os lados com dentes em forma de gancho farpado.

Resultado de imagem para onchopristis

 O Mawsonia um enorme celacanto também era uma presa comum do Espinossauro, curiosamente os celacantos (apenas Latimeria) são uma das poucas criaturas que caracterizavam a vida animal no Mesozoico que ainda estão vivas hoje, é um dos famosos fósseis-vivos.



 Estudos do crânio mostram espaços que possivelmente abrigavam órgãos sensíveis à pressão, similares aos crocodilos modernos, usado para sentir presas debaixo d'água mesmo sem vê-las.



 Outra coisa que também deixa evidente seus hábitos de pescador, eram seus enormes dentes retos e cônicos (6 a 7 dentes de cada lado na concavidade e depois dela 12 dentes, sendo que o segundo e o terceiro dentes de cada lado eram excepcionalmente grandes), não serrilhados assim como seu crânio estreito e comprido (seu crânio também possuía uma fina crista entre os olhos bem no meio do crânio), tudo isso com a ação conjunta de suas enormes garras o tornava um excelente pescador! Ele precisava de todos esses ''armamentos'' para caçar um peixe enorme como o Onchopristis. Análises também sugerem que ele possuísse membranas  interdigitais , pois o pé era de uma estrutura mais plana, assim como as garras, isso sugere que o pé poderia ser adaptado para pisar  em um substrato mole no fundo da água, e essas membranas permitiriam que o animal não atolasse.

 O estudo também nos trouxe uma nova visão das suas vértebras, concluíram que sua cauda era menos robusta, porém mais livre, o que ajudava e muito na propulsão para o nado, por exemplo. As novas descobertas em relação a estrutura interna de seu esqueleto indica uma medula mais densa, com isso ele poderia ficar submerso mais facilmente, já que isso aumentaria o seu peso específico dentro da água.

Ibrahim sugere que a grande vela seria coberta apenas por uma justa camada de pele, sem músculos ou gordura, comparações com uma espécie de camaleão moderno e estrias nos ossos provaram que suas espinhas eram extremamente densas e pouco vascularizadas, o que deixaria inviável a regulação de temperatura, talvez servisse apenas para exibição e intimidação.

 Porém a pesquisa de Ibrahim pode estar equivocada, entre as dúvidas, por exemplo, estão se o material encontrado pertence mesmo a um único indivíduo ou se eles formam uma quimera. Isso tornaria as proporções apresentadas incoerentes. Alguns dizem também ser difícil de crer que ele era um quadrúpede quando se observa suas garras em seus membros anteriores, porém a evolução não liga pra estética, e sim pra função, fora da água ele poderia ser um tanto desengonçado, mas dentro devia ser um exímio nadador e letal predador aquático, com todas essas descobertas é possível que o seu parente Oxalaia também possuía o mesmo padrão em sua anatomia. Devemos aguardar mais descobertas para concretizar cada vez mais as novas descobertas, ou talvez reformulá-las!

 Com todas essas novas descobertas é possível concluir que suas finas mandíbulas que não teriam a força adequada para matar um T-rex como visto no filme Jurassic Park 3 (2001), outras desvantagens nessa luta fictícia era o seu estilo quadrúpede e desengonçado fora d'água, sem falar que quando ficava bípede provavelmente ficasse com pouca estabilidade, aliás essa luta icônica da ficção nunca ocorreu, pois os dois viveram em locais e épocas diferentes do Cretáceo.

 Novas descobertas e pesquisas como essas mostram o quando a paleontologia é instável! Estamos sempre sendo surpreendidos por novas descobertas, com o tempo todos irão se acostumar com a sua aparência quadrúpede, qualquer nova descoberta pode mudar muito a nossa atual visão!

P.S. Em breve farei uma luta hipotética entre o T-rex e o Espinossauro para provar de uma vez por todas que o Espinossauro não seria capaz de vencer o T-rex em terra.

Fontes: Ikessauro e Colecionadores de Ossos

A verdade sobre a paleontologia no Brasil e no mundo

 Olá pessoal, eu estou aqui hoje para falar de um assunto muito sério, pouquíssimos realmente sabem o valor da paleontologia, da biologia, da arqueologia e da história nesse mundo e no Brasil, e como ela é divulgada.

 Hoje em dia, a paleontologia já está muito avançada, nunca antes tivemos tantas informações sobre a vida pré-histórica, o mesmo vale para a arqueologia, sem falar nos avanços na biologia e as novas discussões envolvendo a história! Quantos assuntos polêmicos.

 Às vezes estamos sentados no sofá da nossa sala tranquilamente assistindo televisão, algumas pessoas então preferem assistir canais como o History Channel, mas será mesmo que o que eles divulgam é verdade? O sensacionalismo na televisão hoje em dia é enorme, sem falar nos filmes que fazem as pessoas acreditarem em informações falsas, no Brasil as pessoas acreditam muito no que assistem na televisão, mas e as informações verdadeiras? Eu prefiro ver os fatos, as descobertas! Mas a maioria não.

  Aonde eu quero chegar com tudo isso? Em um país como o Brasil, onde o que as pessoas sabem sobre paleontologia são documentários de televisão e filmes como o Jurassic Park, o mais bizarro é pessoas usando os filmes de Jurassic Park como argumento científico, o que é totalmente fora de cogitação. Mas se o Brasil não tem o costume de valorizar seu patrimônio paleontológico/arqueológico, o que acontece com os nossos paleontólogos e com os nossos fósseis e vestígios paleontológicos/arqueológicos?

Fósseis apreendidos pela Polícia Federal

 Simplesmente tudo isso é violado e contrabandeado, curiosamente aparecem fósseis e vestígios arqueológicos brasileiros em alguns museus estrangeiros... Os contrabandistas se aproveitam da situação de muitos trabalhadores brasileiros que encontram fósseis e os compram por preços de banana e depois os revendem por preços enormes. Muitos desses fósseis nunca mais são vistos, pois possíveis novas espécies ou registros de ocupação humana pré-histórica estão enfeitando salas de estar ou pegando poeira em porões e sótãos por aí...

 A falta de conhecimento arqueológico e paleontológico também ajuda, muitas pessoas acreditam no sensacionalismo de canais como o History e o Discovery Channel, eles anunciam coisas como por exemplo um parafuso do período Cambriano... que na verdade é um simples crinóide, isso é patético! Sem falar que usaram um anfíbio parecido com o Ichthyostega, falando que por ele ter cerca de 333 milhões de anos isso derrubaria a Teoria da Evolução, isso não tem nada a ver, inclusive, já existiam tetrápodes antes dessa data, está faltando coerência! Devemos selecionar o que vemos por aí, mas para isso devemos ter conhecimento nem que seja mínimo no assunto, outra coisa patética foi um documentário em que um Espinossauro mata um Carcharodontossauro com uma única braçada!

 Outra questão agravante é a falta de paleontólogos e arqueólogos, contudo isso não é porque ninguém quer seguir carreira nessas áreas, mas sim a falta de cursos nessas áreas! Ainda bem que cada vez mais temos gente se interessando pela paleontologia e arqueologia, só assim poderemos valorizar nossos sítios arqueológicos e paleontológicos, para não caírem nas mãos de contrabandistas. Basta levar um simples conjunto de pedras que você achou em um sítio arqueológico que você já alterou os vestígios, e quem pode interpretar esses locais são os profissionais especializados. Aliás é bom repetir o quanto as pessoas não sabem de paleontologia e arqueologia, talvez um dia essa situação mude.

domingo, 7 de janeiro de 2018

Simulando Confrontos | Oxalaia vs Pycnonemosaurus

É isso mesmo meus caros leitores! Pycnonemosaurus versus Oxalaia, os dois maiores terópodes brasileiros frente a frente em um confronto! Quem será que leva a melhor?

Oxalaia, um espinossaurídeo piscívoro do Maranhão, o segundo maior do tipo, perde em tamanho apenas para o espinossauro. Já o Pycnonemosaurus é um abelissaurídeo do Mato Grosso. Uma luta inédita, entre os maiores terópodes brasileiros! Os dois viveram no Cretáceo, porém em idades diferentes desse período.


Simulando Confrontos | Suchomimo vs Barionix


Para tornar o blog um pouco mais descontraído vou transformar essas lutas pré-históricas em uma série do blog: Simulando Confrontos, mas claro, eu irei continuar falando sobre os outros animais que sempre falei, tudo de forma mais descontraída.

No confronto de hoje, temos dois espinossaurídeos, uma luta inédita, eu diria que o confronto não seria tão equilibrado como parece, mesmo eles sendo tão parecidos.