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segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

Relações filogenéticas entre os táxons de Arthropoda

 Olá pessoal, trago aqui quatro hipóteses filogenéticas em Arthropoda:

A. Arthropoda é a reunião de Mandibulata (Crustacea + Myriapoda + Hexapoda) e Arachnata (Trilobitomorpha + Chelicerata). Sendo Myriapoda e Hexapoda grupos-irmãos reunidos num agrupamento denominado Atelocerata (Tracheata).

Embasamento: a união de Mandibulata com Arachnata é corroborada por caracteres morfológicos - trilobitação em grupos de Arachnata e mandíbulas nos grupos de Mandibulata, porém a união desses dois grandes grupos é corroborada pelo cérebro divido em 3 partes (protocérebro, deutocérebro e tritocérebro) e pela presença de cone cristalino - e moleculares - genomas e microRNA. 

A grande questão aqui é o relacionamento interno dos táxons de Mandibulata. A reunião de Myriapoda e Hexapoda se dá sobretudo pela análise comparativa de caracteres morfológicos compartilhados: 

1. Túbulos de Mapighi no proctodeu;

2. Perda do segundo par de antenas;

3. Pernas unirremes;

4. Sistema respiratório traqueal.

 Entretanto, análises moleculares não corroboram essa hipótese. Vale destacar que inicialmente Tracheata foi proposto por Haeckel (1866) reunindo insetos, miriápodes e aracnídeos; sendo mais tarde redefinido por Pocock (1893) excluindo os aracnídeos, por fim, Heymonds (1901) propôs Atelocerata como reunião de Hexapoda e Myriapoda.

B. Arthropoda é a reunião de Mandibulata e Arachnata (Trilobitomorpha + Chelicerata). Sendo Crustacea e Hexapoda grupos-irmãos reunidos num agrupamento denominado Pancrustacea (Tetraconata).

Embasamento: a hipótese para Mandibulata e Arachnata, bem como o motivo de sua união, foi apresentada na hipótese I. A grande questão aqui é novamente o relacionamento interno dos táxons de Mandibulata, dessa vez Crustacea e Hexapoda são reunidos em Pancrustacea (Tetraconata), isso se baseia nas seguinte sinapomorfias:

1. Anatomia do omatídeos dos olhos compostos: o nome Tetraconata advém do fato de crustáceos e hexápodes apresentarem cone cristalino com 4 células (tetrapartido) - omatídeos dos insetos e crustáceos são claramente homólogos e profundamente diferente dos olhos laterais dos miriápodes;

2. Neurogênese: similaridades neuroanatômicas (como a formação dos neuroblastos);

3. Axogênese: similaridades na posição e crescimento dos axônios dos neurônios.

 Além disso, essa hipótese é corroborada por dados moleculares de Zrzavý & Štys (1997). Sinapomorfias moleculares, genes de DNA nucleares, genes de DNA mitocondriais e genes codificadores de proteínas:

• DNA ribossomal (útil para definir espécies devido a seu baixo nível de polimorfismos),

• Genes nucleares, codificantes de proteínas, genes Hox (relacionados à definição do eixo anterior-posterior);

• Genomas mitocondriais, proteomas, microRNA.

 Esses dois pesquisadores revisaram caracteres morfológicos, moleculares e de desenvolvimento em trabalhos moleculares anteriores (Adoutte & Philippe, 1993; Averof & Akam, 1995; Friedrich & Tautz, 1995; Telford & Thomas, 1995; Giribet et al., 1996). Estudos mais recentes utilizando caracteres moleculares e genômicos corroboram a hipótese: Regier et al, 2005; Regier et al, 2010; Shultz & Regier, 2000; Giribet & Ribera, 2000; Nardi et al, 2003).

 O fato de Atelocerata (Tracheata) ser suportado por caracteres morfológicos aparentemente muito importantes, como principalmente a presença de túbulos de Malpighi e a perda do segundo par de antenas, tornava difícil defender os dados moleculares que mostravam resultados alternativos. Entretanto, hoje costuma-se considerar as características descritas em Tracheata/Atelocerata como frutos de convergência evolutiva.

 Outra grande característica de Pancrustacea: Crustacea parafilético. Surge assim novas questões sobre a origem dos insetos e quais são os grupos de crustáceos mais proximamente relacionados a eles. A partir de genomas nucleares, tende-se a considerar que Hexapoda é mais proximamente relacionado com Branchiopoda e Cephalocarida + Remipedia. Dessa forma, os hexápodes são crustáceos terrestres! Crustacea só se torna monofilético quando consideramos Hexapoda como sua parte integrante.

 Entretanto, estudos mais recentes apontam que não há uma relação entre Hexapoda e Cephalocarida e a proximidade entre Remipedia e Cephalocarida é um artefato (atração de ramos longos). Sendo assim, Branchiopoda é irmão de Hexapoda + Remipedia.

C. Myriochelata (Paradoxopoda) é a reunião de Chelicerata e Myriapoda e Pancrustacea (Tetraconata) é a reunião de Crustacea e Hexapoda. sendo Myriochelata e Pancrustacea grupos-irmãos.

Embasamento: em caracteres moleculares - análises com RNA ribossomal (18S e 28S) para investigar a relação filogenética entre os grupos de Ecdysozoa.

D. Schizoramia é a reunião de Trilobitomorpha, Chelicerata e Crustacea e Uniramia é a reunião de Onychophora, Myriapoda e Hexapoda. Sendo Schizoramia e Uniramia grupos-irmãos, e Myriapoda e Hexapoda agrupados em Atelocerata (Tracheata).

Embasamento: em caracteres morfológicos - Schizoramia possui indivíduos com apêndices birremes e Uniramia indivíduos com apêndices unirremes. Hipótese altamente rejeitada na década de 90 com o uso de caracteres morfológicos e moleculares. Além disso, onicóforos não são considerados artrópodes verdadeiros.

CONCLUSÃO: atualmente, tende-se considerar o que foi dito na hipótese B como o mais plausível. Embora seja aparentemente ousado, Pancrustacea (Crustacea + Hexapoda) vem ganhando uma base cada vez mais sólida, e a ideia, anteriormente não cogitada, de que hexápodes são crustáceos terrestres ganha força.

segunda-feira, 7 de novembro de 2022

Subfilo Chelicerata

  Olá pessoal, hoje eu irei falar sobre o subfilo Chelicerata, que abarca os quelicerados, mas antes que tal relembrarmos um pouco onde esse subfilo se encaixa dentro do filo Arthropoda?

Filo Arthropoda

 Os principais autores costumam adotar uma dessas classificações dos grupos de artrópodes. Vale destacar, que atualmente considera-se Chelicerata e Mandibulata grupos irmãos.

Classificação 1

Subfilo Chelicerata

Clado Mandibulata

- Subfilo Crustacea

- Clado Tracheata (Subfilo Hexapoda + Subfilo Myriapoda)

Subfilo Trilobitomorpha† (extinto)

Classificação 2

Subfilo Chelicerata

Clado Mandibulata

- Subfilo Myriapoda

- Subfilo Pancrustacea (Subfilo Crustacea + Subfilo Hexapoda)

Subfilo Trilobitomorpha† (extinto)

Subfilo Chelicerata

 Reúne basicamente os seguintes grupos:

Classe Xiphosura:

* Ordem Xiphosurida (a família Limulidae é a única família vivente de Xiphosura).


Classe Arachnida:

Ordens:

• Eurypterida† (extinto);

• Trigonotarbida† (extinto);

• Phalangiotarbida† (extinto);

• Haptopoda† (extinto);

• Scorpiones;

• Uropygi/Telyphonida;

• Amplypygi;

• Araneae;

• Palpigradi;

• Pseudoescorpiones;

• Solifugae;

• Opiliones;

• Ricinulei;

• Acari.

– Classe Pycnogonida:

* Ordem Pantopoda

Características gerais dos Chelicerata:

  • Cerca de 100.000 espécies.
  • Maioria terrestre (quase todos os Arachnida são terrestres, já os Xiphosura e os Pycnogonida são marinhos).
  • Morfologia externa: divisão do corpo em dois tagmas:
  • - Cefalotórax ou prossoma;
    - Abdome ou opistossoma.
  • Prossoma:
  • - Formado pelo ácron pré-segmentar e por pelo menos mais pelo menos 6 segmentos;
    - Região cefálica e torácica (daí o nome cefalotórax);
    - 6 pares de apêndices:
    * 1 par de quelíceras (formada por 2-3 artículos e geralmente em forma de garra ou pinça – usadas para injetar veneno);
    * 1 par de pedipalpos (podem ser sensoriais, para captura de alimento, reprodução etc.);
    * 4 pares de pernas locomotoras.
  • Opistossoma:
  • - Formado pelo télson terminal/pós-anal e por até 12 segmentos;
    - Região abdominal;
    - Em grupos primitivos, o abdome pode ser dividido em:
    * Pré-abdome (mesossoma): 7 segmentos;
    * Pós-abdome (metassoma): 5 segmentos;
    * Télson terminal ou um ferrão.
    * Observação: esse padrão foi modificado em várias formas em muitos táxons.
    - Apêndices: quando presentes estão em forma de prato e com função respiratória;
    - Gonóporo localizado no 2° segmento abdominal.

    domingo, 19 de julho de 2020

    Embriologia animal

     Olá pessoal, hoje eu irei comentar o básico de embriologia animal, uma área que oferece muitas possibilidades quando combinada à genética, e que também traz muitos debates éticos.


     Corresponde ao estudo do desenvolvimento do embrião, desde a fecundação até a formação completa dos órgãos. Nessa aula, estudaremos o desenvolvimento do anfioxo, um cordado simples e didático. Entretanto, antes disso devemos relembrar os conceitos de fecundação, reprodução sexuada, espermatozoide e óvulo.


    segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

    Anatomia comparada | 3 diferentes maneiras de respirar

     Olá pessoal! Faz muito tempo que não posto nada, em breve começarei a produzir conteúdo, mas antes, trago um GIF muito interessante de anatomia comparada do sistema respiratório. 

     Percebemos a diferença entre o respiração pulmonar humana (um mamífero) - respiração pulmonar das aves (note a presença de sacos aéreos) - respiração traqueal dos gafanhotos (um inseto).


    domingo, 29 de abril de 2018

    Filo Ctenophora | Características gerais

    Olá pessoal, depois de um longo período de ausência eu irei falar com vocês sobre os ctenóforos, então vamos lá:

    Imagem relacionada

    O Filo Ctenophora (do grego ktenes = pentes-; ophora = transporte) é um filo pequeno de cerca de 50 espécies vivas, denominadas popularmente de águas-vivas de pente. São todos marinhos, planctônicos (alguns bentônicos) e bioluminescentes.

    Antigamente eram incluídos com os cnidários num filo denominado Coelenterata, apesar de serem parecidos em vários aspectos, por exemplo na presença de mesogleia gelatinosa nos dois grupos, hoje sabemos que são filos distintos. Os dois grupos desenvolveram características semelhantes mas tiveram origens diferentes.

    Anatomia e Fisiologia dos Ctenóforos:
    Anatomia geral de um ctenóforo
    • Simetria birradial;
    • Corpo dividido em 2 hemisférios: Polo oral: onde situa-se a boca; Polo aboral: onde situa-se o ânus;
    • Possuem 8 fileiras de pentes ciliares meridionais;
    • Podem apresentar bioluminescência ou iridescência;
    • Possuem tentáculos contráteis com células adesivas utilizadas para captura de alimento, os coloblastos. Observação: alguns não possuem coloblastos, e outros apresentam cnidoblastos, porém os mesmos são adquiridos ao se alimentar de cnidários;
    • Possuem uma epiderme externa, com células sensoriais e glandulares mucosas; abaixo possuem uma camada de musculatura lisa seguida por uma mesogleia;
    • Possuem sistema digestivo rudimentar, com boca, celêntero (cavidade gastrovascular) do qual partem canais, havendo ainda um poro anal (porém, a maior parte dos excrementos sai pela boca, não se falando ainda em sistema digestório completo). A digestão é extra e intracelular;
    • O sistema nervoso descentralizado e subepidérmico bem desenvolvido; situa-se abaixo da fileira de pentes; Possuem o órgão sensorial apical, onde há um estatocisto que dá senso de equilíbrio ao animal;
    • A maioria é hermafrodita com fecundação externa; alguns incubam ovos;
    • São carnívoros e se alimentam de copépodos, cnidários e outros ctenóforos.
    Site brasileiro sobre os Ctenóforos do Canal de São Sebastião: http://www.usp.br/cbm/ctenophora/pt/ctenophorapt_files/Page781.htm

    Imagens de Ctenóforos:

    Imagem relacionada Resultado de imagem para ctenóforos


    Resultado de imagem para ctenóforos

    Créditos: Wikipédia; Ciências Bio; Zoowiki; Vida Marinha.

    sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

    Onicóforos

    Olá pessoal, recentemente eu postei sobre muitos assuntos paleontológicos, e irei continuar postando! Mas hoje eu irei falar sobre um pequeno filo de animais: Os onicóforos! Hoje não irei entrar em detalhes de anatomia interna, mas sim vou ensinar de maneira simples a vocês sobre esses belíssimos animais!

    Filo Onychophora


    Imagem relacionada
    Onicóforo do gênero Peripatus
     Os onicóforos são animais vermiformes terrestres, seus representantes fósseis eram exclusivamente marinhos, mas hoje em dia os onicóforos são exclusivamente terrestres, sendo assim, o único filo com espécies exclusivamente terrestres. Eles são curiosos seres aveludados, essa característica fez com que fossem chamados de vermes-aveludados ou velvet-worms em inglês. Na cabeça, possuem uma pequena boca circular, duas antenas, um par de olhos e um par de pernas modificadas capazes de esguichar uma substância adesiva que imobiliza suas presas imediatamente.

     Você pode nunca ter visto este animal, mas ele é realmente difícil de se ver! Esse filo é considerado um elo entre anelídeos e artrópodes, porém quando foi descrito foi confundido com uma lesma... Esses bichinhos habitam cavidades e fendas do solo, em obscuridade total ou penumbra, com temperaturas menores que 20°C, também são localizados entre troncos, folhas de árvores e arbustos, entre musgos, sob troncos caídos e até mesmo no chão da mata.

    Distribuição das famílias Peripatidae e Peripatopsidae
    Distribuição geográfica de duas famílias da ordem Euonychophora pelo mundo

     Como vimos são animais relativamente difíceis de se encontrarem, são restritos aos trópicos e zonas temperadas do hemisfério sul. Uma curiosidade bem interessante, é o método que os onicóforos utilizam para caçar suas presas (grilos, cupins, besouros e outros pequenos invertebrados), esses animais prendem suas presas ao substrato através de um jato de muco adesivo, secreção expelida por suas glândulas de muco que se abrem nas papilas orais.

     O Peripatus acacioi, é um fóssil vivo! Ele sobreviveu a diversos eventos da Terra, como por exemplo as mudanças climáticas. Ele é um animal bem raro e que infelizmente está ameaçado de extinção, porém foi criada em 1978 a Estação Ecológica do Tripuí em Ouro Preto com o objetivo de preservação do habitat natural do Peripatus acacioi. Então caso você passe por Ouro Preto não esqueça de dar uma passadinha na Estação Ecológica do  Tripuí para ter a oportunidade de ver esse incrível, belo e raro animal!

    Resultado de imagem para Peripatus acacioi
    Peripatus acacioi

    sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

    Profissão | Zoólogo

    Olá pessoal, hoje eu irei falar sobre uma profissão relativamente conhecida, mas um pouco esquecida, a do zoólogo (ou zoologista), profissão que eu pretendo exercer no futuro.

                                PROFISSÃO | ZOÓLOGO

     Um zoólogo é um profissional formado em Ciências Biológicas, que se dedica em estudar todos os aspectos do espectro animal: Desde as relações entre eles mesmos e com seu ambiente até toda a sua anatomia interna e comportamento.

     Um zoologista pode desde ficar em uma universidade, museu ou laboratório, trabalhando mais com a parte teórica, ou até mesmo a prática, quando se vai mostrar um espécime vivo, dissecá-lo e analisar o comportamento e suas características próprias, mas também há os zoólogos que vivem por aí pelos mais diversos tipos de habitats estudando na prática o ecossistema dos animais que ele pretende estudar, e as relações na comunidade deste ecossistema.

     Você deve ler bastante sobre a Zoologia, entender o que é um animal, e entender que ele é um componente na natureza, mas você deve ter o gosto pela Zoologia, ter a consciência de sua importância e ter respeito por esses seres e todos os outros que compõe a biosfera. Além disso, deve haver dedicação e o compromisso com a Zoologia, ela é algo instável em muitos aspectos, sempre há descobertas de novas espécies e algumas dessas podem fazer os zoólogos repensarem a classificação usada no momento, por isso deve estar sempre atualizado e interessado!

    Concluindo, um zoólogo deve ter o compromisso em respeitar e estudar a Zoologia. O zoólogo é o único que percebe coisas que as pessoas no geral não percebem, e é ele que tem a responsabilidade de estudar toda essa enorme biodiversidade em conjunto com muitos outros campos da Biologia.

    domingo, 24 de dezembro de 2017

    Planárias | De um jeito simples, para os jovens entenderem

    Olá pessoal, como vocês devem saber, eu sempre posto coisas em uma linguagem mais formal, e com palavras mais formais, mas dessa vez usarei uma linguagem normal e de forma direta e simples, para ser como o título diz, para os jovens entenderem!

     Já imaginou ser cortado ao meio e depois de 7 dias... se regenerar! Ou então não ter muita coisa além do seu intestino? Parece um monstro de outro planeta, mas na verdade são simpáticos vermes mais: as planárias!

     Elas são bichinhos meio gosmentos e molengas, já que elas não tem um esqueleto, mas são super dóceis. Apesar de serem chamados de vermes, isso não quer dizer que são seres ruins que irão causar doenças nas pessoas, muito pelo contrário, se você achar uma planária rastejando tranquilamente por aí, quer dizer que você está em um local praticamente sem poluição!


    Elas estão por toda parte! Nos rios, nos mares e até mesmo na terra, e possuem os mais diversos tamanhos, algumas são tão pequeninas que nem conseguimos enxergar direito, já algumas conseguem chegar a 60 centímetros! Além disso, elas possuem as mais variadas cores e formas.




     Vocês devem estar se perguntando: O que tem dentro delas? Elas são vesgas! Será que conseguem me ver? O que elas comem?

     Elas são seres muitos simples, que fazem parte de um grupo: o grupo dos platelmintos, os vermes achatados. Dentro delas não tem coração, pulmões, fígados, rins e ossos por exemplo, elas possuem uma probóscide que consegue sair e entrar do corpo, ela a usa para capturar alimento, e é nela que fica sua boca.

      As planárias, já que não são tão grandes, não precisam de um coração para bombear o sangue e distribuir as substâncias pelo corpo, ela consegue fazer isso passando essas substâncias de célula a célula! Esse processo se chama difusão. E como ela também é pequena e achatada, o oxigênio consegue também chegar a todas as células, assim como o gás carbônico consegue ser eliminado.

     Já o intestino se espalha pelo corpo todo, assim fica fácil distribuir os nutrientes dos alimentos! As planárias terrestres geralmente comem por exemplo pequenos caracóis, as marinhas preferem os mariscos, já as de água doce comem pequenos animaizinhos que caem na água, como insetos pequeninos.



    Tem um experimento bem legal para ver o intestino da planária, você deve dar alimentos com um corante de cor viva, assim o intestino ficará da cor do alimento:


     Às vezes algumas pessoas perguntam se as planárias fazem cocô, bem... o que elas não digerem, ela bota pra fora pelo mesmo lugar que entrou: a boca. E às vezes também perguntam se elas fazem xixi, na verdade elas possuem um monte de tubinhos minúsculos que acabam indo pra fora do corpo, e por esses buraquinhos elas fazem o ''xixi'', que é bem diferente do nosso!

     E agora, o que todos sempre perguntam: O que elas enxergam? Infelizmente, esses olhinhos simpáticos não veem como a gente, eles só conseguem saber a diferença do claro para o escuro. Pode parecer que isso não ajuda em nada, mas elas não gostam de lugares iluminados, até porque muito sol no ambiente natural iria ressecar nossas amiguinhas que acabariam morrendo.

    Agora você se pergunta, então o que uma planária realmente vê? Bom, mostrarei isso agora mesmo. Veja essa imagem de uma flor:


    Realmente são muito bonitas, mas uma planária não consegue ver essa flor assim, nosso olho é um olho em câmara, o da planária é muito mais simples, e abaixo você confere a sua estrutura e como ela veria a mesma flor!

    Esses olhos são tão simples, que nem são chamados de olhos, mas sim de ocelos. Eles estão ligados ao pequeno cérebro da planária, que irá interpretar a informação que o olho captou.

    As planárias quando ficam ''grávidas'' não precisam esperar meses para descobrir se o bebê será menino ou menina, porque elas são hermafroditas, ou seja, possuem os dois sexos!

     Às vezes, elas conseguem se dividir em duas sozinhas, originando uma nova planária!

     Realmente são seres muito curiosos, e ainda mais surpreendentes pela sua incrível capacidade de regeneração. Se você for um desinformado tentando matar uma cortando ela em pedaços ou então esmagando achando que se livrará da coitada inofensiva, irá levar um susto ao ver seus pedaços indo de um lado para o outro e depois de uma semana todos formarão novas planárias! É algo incrível! Veja um exemplo da regeneração caso ela perca apenas a cabeça



     Algumas pessoas gostam de ir além fazendo algumas planárias regenerarem até duas cabeças! Uma observação, é que na imagem B, foi o que eu falei lá em cima, às vezes elas conseguem se dividir em duas sozinha!


     Se você ainda não está acreditando veja essas imagens:


    Bom, acho que é só por hoje, algumas coisas a gente pode não entender logo de primeira, mas com o tempo entendemos perfeitamente!

    sábado, 18 de novembro de 2017

    Filo Entoprocta | Características

    Olá pessoal, hoje eu irei falar sobre os entoproctos!

    Filo Entoprocta/Kamptozoa




    • Pertencem ao Reino Animalia/Metazoa;
    • Constituídos por 150 espécies;
    • Animais invertebrados aquáticos, sésseis e podendo ser coloniais (Ordem Coloniales) ou solitários (Ordem Solitaria);
    • Alguns se alimentam de anelídeos marinhos;
    • As espécies de água doce vivem embaixo de rochas de águas correntes; Fixam-se em substratos consolidados, como seixos, algas, conchas, sendo comensais de outros animais invertebrados, como esponjas, poliquetas e sipunculos. São frequentemente encontrados dentro dos tubos e galerias de seus hospedeiros; O Loxosoma sp. vive em tubos de anelídeos marinhos, muito ativo e move-se sobre o anelídeo e o tubo, com um movimento nada restrito;
    • Corpo formado por cálice (com uma coroa de 8 a 30 tentáculos) e pedúnculo (fixa o entoprocto ao substrato, é único nos solitários e são numerosos nas formas coloniais);
    • Podem enrolar-se para dentro da coroa, cobrindo e protegendo a boca e o ânus, mas não podem ser retraídos para dentro do cálice;
    • Sistema digestório completo: O intestino é em forma de U e ciliado, a boca e o ânus abrem-se dentro dos tentáculos. O alimento entra pela boca por meio de ação ciliar;
    • A parede do corpo possui uma cutícula, epiderme celular e músculos longitudinais. A pseudocele está preenchida por um parênquima gelatinoso embebido por um par de protonefrídios e seus tubos se unem e se abrem na boca;
    • Os órgãos circulatórios e respiratórios estão ausentes. A troca gasosa ocorre na superfície do corpo e nos tentáculos;
    •  Possuem sistema nervoso reduzido. Tendo uma única massa ganglionar entre o estômago e a superfície vestibular, que é denominada gânglio subentérico. Desse gânglio originam-se pares de nervos para os tentáculos, parede do cálice e pedúnculo. Nos tentáculos e por grande parte do corpo estão presentes receptores tácteis unicelulares;
    • Algumas espécies são monoicas e outras dioicas e aparentam ser protândricas, ou seja, a gônada produz espermatozoide e posteriormente produz óvulos;
    • Os ovos desenvolvem-se em uma bolsa incubadora entre o gonóporo e o ânus. O embrião tem esporulação por invaginação e a larva é trocófora e livre-natante.
    Créditos http://profaerica-ciencias.blogspot.com.br/2016/05/vermes-pseudocelomados-filo-loricifera.html e Wikipédia.

    sexta-feira, 10 de novembro de 2017

    Filo Priapulida | Características

    Hoje eu irei falar sobre os priapulidos! Hoje eu estou falando de mais um filo pequeno de vermes:

    Filo Priapulida



    • Pequeno filo de 18 espécies de vermes marinhos habitantes de regiões de água fria principalmente;
    • Escavadores de substrato lamacento e arenoso, se orientam pela boca;
    • Possuem entre 12 e 15 cm, com exceção de uma espécie que chega a 39 cm;
    • Simetria bilateral;
    • Pseudocelomados; A cavidade do corpo possui amebócitos que contém pigmento respiratório;
    • Corpo formado por probóscide, tronco e 1 ou 2 apêndices caudais;
    • Possuem uma probóscide eversível espinhosa utilizada na captura de presas e exploração do ambiente;
    • O tronco não é segmentado, mas é dividido em muitos anéis coberto por tubérculos com função sensorial;
    • Na região posterior há o ânus e o poro urogenital;
    • Sistema digestório completo: boca, faringe, intestino, reto e ânus;
    • Possuem sexo separado e cada uroporo genital é composto por gônadas e grupo de solenócitos, conectados a um túbulo protonefridial que leva os gametas e o material da excreção para o exterior. As larvas escavam a lama e tornam-se comedores de detritos.

    sábado, 4 de novembro de 2017

    Filo Nematomorpha | Características

    Olá pessoal, hoje eu irei falar sobre os vermes nematomorfos!

    Filo Nematomorpha



    • Pertencem ao Reino Animalia/Metazoa;
    • Vermes crina de cavalo; Semelhantes aos nematódeos;
    • Simetria bilateral;
    • Corpo delgado,comprido e cilíndrico; afilado nas extremidades;Variam de 10 a 700mm de comprimento, mas somente de 0,3 a 2,5mm de diâmetro, sendo as fêmeas mais longas que os machos.
    • São parasitas de insetos ou crustáceos quando jovens e de vida livre quando adultos; costumam viver em águas de tanques, córregos calmos, poças de chuva ou gamelas de beber. Cerca de 80 espécies são conhecidas. Com exceção de Nectonema que é marinho, todos são de água doce ou terrestre;
    • Pseudoceloma aberto (Nectonema) ou preenchido por mesênquima (Gordioidea);
    • Apresentam cutícula; camada de músculos longitudinais incompletos nas extremidades do corpo;
    • Sem sistemas circulatório, respiratório e excretor;
    • Sistema digestório completo degenerado; Vermes adultos não se alimentam, os jovens se alimentam absorvendo os nutrientes do hospedeiro;
    • Anel nervoso ao redor do esôfago ligando-se a um cordão nervoso mediano-ventral (também há um cordão dorsal em Nectonema);
    • Sexos separados, uma ou duas gônadas, na cavidade do corpo; ductos reprodutores pares, desembocando em cloaca; ovos de Gordioidea diminutos, em fitas longas gelatinosas expandidas (até 2 metros), em vegetação aquática.

    Classificação: 

    – Classe Nectonematoida – engloba os organismos marinhos do Gênero Nectonema, em que as larvas destes animais são parasitas de crustáceos decápodes;

    – Classe Gordioidea – agrupa vermes de água doce e os que habitam o meio terrestre, e as suas larvas parasitam insetos. Existem três gêneros nesta Classe: Gordius, Paragordius e Chordodes.

    Ciclo vital: Resumidamente em Gordius consiste em uma larva que após nadar por 1 dia na água irá se deslocar para vegetação úmida, onde deverá ser consumida por um inseto. Então penetra em seu interior e se alimenta dos seus tecidos onde após vários meses ou semanas e após algumas mudas se torna adulta. É interessante destacar que receberam a fama de transformar seu hospedeiro em ''zumbi'', pois controla seu sistema nervoso e faz o inseto não emitir seus ruídos característicos, o que o deixa passar despercebido e não consome energia. E por fim, faz o hospedeiro procurar por água e pular em um ato suicida em direção a ela, já que ao entrar em contato com a água, o verme emerge. O acasalamento dá-se por enrolamento espiral da extremidade posterior dos dois sexos e migração de espermatozoides do macho para o receptáculo seminal da fêmea.

    Os Nectonema são marinhos, cujas larvas parasitam caranguejos.

    Referências: http://knoow.net/ciencterravida/biologia/nematomorpha/ e http://profaerica-ciencias.blogspot.com.br/2016/05/vermes-pseudocelomados-filo.html

    Este filo é confundido com o filo Nematoda, mas difere em vários aspectos, nesses últimos tempos foi mais comentado devido a vídeos que mostravam parte de seu ciclo vital, quando o verme sai de seu hospedeiro, o que intrigou muitas pessoas.

    Filo Annelida | Características e anatomia

    Olá pessoal, hoje eu irei escrever a respeito do último grande filo de vermes: os anelídeos!

    Filo Annelida



    segunda-feira, 16 de outubro de 2017

    Filo Nematoda | Características e Anatomia

    Olá pessoal, se nesses últimos dias eu falei tudo que tinha que falar sobre os platelmintos, agora é a vez dos nematódeos!

    Filo Nematoda 




    • Vermes cilíndricos; Podem ser de vida livre ou parasitas;
    • Pseudocelomados; triblásticos e protostômios;
    • Reino Animalia/Metazoa;
    • Sistema digestório completo;
    • Corpo revestido por uma cutícula quitinosa e resistente; Necessitam trocá-la para crescer
    • Anel nervoso ao redor da faringe e cordões nervoso longitudinais;
    • Camadas musculares longitudinais;  As contrações desses músculos só permitem movimentos de flexão dorsoventral. Não há movimentos laterais;
    • Sexos separados, como ou sem dimorfismo sexual;
    • Sistema excretor composto por dois canais longitudinais;
    • Sistema circulatório e respiratório ausentes, ocorre distribuição de material pelo pseudoceloma e respiração por difusão;
    • Ecologicamente bem sucedidos.

    domingo, 15 de outubro de 2017

    Planárias | Anatomia do Sistema Excretor

     Olá pessoal, hoje eu falarei sobre o sistema excretor das planárias!


     A unidade básica do sistema excretor das planária são as células-flama, o primeiro aparelho excretor diferenciado, entre os animais, aparecem nas Planárias. Dada a simplicidade destes tubos são igualmente designados protonefrídios. A designação de célula-flama deriva da presença de um ou mais cílios (alguns autores citam flagelos), cujo batimento permanente faz lembrar uma chama e cria um ligeiro vácuo na extremidade fechada do protonefrídio. As moléculas de pequenas dimensões dos fluidos corporais atravessam as membranas permeáveis da extremidade do tubo, sendo as maiores retidas. Estes resíduos são, depois, empurrados pelos tubos para o exterior pelo batimento dos cílios, saindo pelo nefridióporo (poro excretor) na parede do corpo do animal. No entanto, ainda parte dos resíduos são lançados para a cavidade gastrovascular. São amoniotélicos, pois excretam amônia e não ureia como os mamíferos.

     Nesta imagem abaixo vemos a estrutura do sistema excretor na planária:



     O sistema excretor é importantíssimo para as planárias, pois elimina os resíduos tóxicos do corpo.

    Planárias | Anatomia do Sistema Reprodutor e Reprodução Assexuada

     Olá pessoal, hoje eu irei falar sobre o sistema reprodutor e a reprodução das planárias!

     Os platelmintos geralmente são hermafroditas, podendo ou não praticar a autofecundação, sendo que alguns se reproduzem por partenogênese. As planárias especificamente são hermafroditas.

     Nos turbelários e trematódeos monogenéticos o desenvolvimento é direto. Já nos digenéticos e cestoides é indireto. Os platelmintos de menor porte podem dividir-se por fissão (também chamada de bipartição). As planárias reproduzem-se por reprodução assexuada através de um processo de fissão em que cada metade regenera e forma uma nova planária.

    Em A ocorre uma reprodução assexuada por meio de um corte em B a reprodução
    assexuada já é por estrangulamento, não havendo cortes.

    O processo mostrado em A na figura acima está demonstrado nesta imagem.

    Processo de regeneração da região anterior de uma planária.
     Após o corte do seu corpo, os neoblastos (células-tronco pluripotentes) começam a se proliferar, percorrendo todo o corpo (a parte dele) do animal, “completando-o” e formando, posteriormente, um novo animal completo. Veja abaixo a distribuição dos neoblastos pelo corpo da planária:


     Há um registro de 1898 (T. H. Morgan) de que Planárias conseguem se regenerar a partir de um pedaço de 1/279 do seu corpo. As planárias são muito estudadas por cientistas, que analisam e estudam sua incrível capacidade de regeneração.

     Os platelmintos também podem realizar reprodução sexuada, sendo disso exemplo as planárias, que se unem e trocam sêmen, reproduzindo-se por fecundação cruzada. Abaixo vemos a estrutura do sistema reprodutor hermafrodita de uma planária. Cada casulo poderá dar origem a cerca de 20 filhotes.


    O casulo

    As planárias marinhas, da ordem Polycladida se reproduzem de um jeito diferente, mas ainda são hermafroditas como todas as planárias (Classe Turbellaria). Usarei como exemplo a reprodução de um policládido chamado Persian carpet flatworm, em tradução literal ''Platelminto Tapete Persa''.


    A coisa mais interessante sobre o Platelminto Tapete Persa é seu comportamento sexual. Como a maioria dos platelmintos, eles são hermafroditas, assim quando dois indivíduos se encontram e decidem fazer sexo, eles precisam escolher se farão o papel de macho ou de fêmea (ou ambos). Infelizmente, a maioria dos indivíduos prefere ser macho, então esses encontros geralmente terminam em lutas violentas nas quais ambos os animais atacam o parceiro com um pênis duplo, um comportamento conhecido como briga de pênis.

    O curioso processo de esgrima peniano

    Ao final, o vencedor jorra seu esperma no parceiro e vai embora. Mas a parte horrível ainda está por vir. O esperma parece ser capaz de queimar como ácido através do tecido da pele do receptor de forma a alcançar os tecidos internos e assim nadar até os ovos. Em algum casos extremos o volume de esperma pode ser grande o suficiente para arrebentar o receptor em pedaços.

    As planárias terrestres como qualquer outra planária também pode se reproduzir por fecundação cruzada e por regeneração. Veja abaixo duas geoplanas copulando através do processo de fecundação cruzada:



    Fonte: Natureza Terráquea

    sábado, 14 de outubro de 2017

    Filo Platyhelminthes | Características

    Olá pessoal, hoje eu irei dar uma breve classificação das planárias!

    Nesta postagem eu irei classificar e resumir tudo o que foi dito nas postagens sobre a anatomia das planárias, mas como elas são platelmintos falarei das características de um platelminto:

    Platelmintos:

    Policládido

    • Reino Animalia/Metazoa;
    • Vermes achatados; Turbellaria (planárias dulcícolas, terrestres ou marinhas de vida livre); Cestoda (tênias parasitas) e Trematoda (esquistossomos e fascíolas parasitas), também há Monogenea (ectoparasitas aquáticos).
    • Simetria bilateral;
    • Respiração e circulação por difusão;
    • Sistema digestório incompleto em Trematoda e Turbellaria e ausente em Cestoda, que absorve os nutrientes através de toda superfície corpórea;
    • Sistema excretor: Células-flama;
    • Sistema nervoso ganglionar, início de cefalização. Alguns possuem ocelos captam estímulos luminosos, mas não formam imagens, e alguns também possuem as aurículas são quimiorreceptoras, funcionam como o olfato e o paladar da planária;
    • Reprodução assexuada por regeneração, ou sexuada com fecundação interna, podem ser hermafroditas ou de sexos separados;
    • Três camadas principais de células, denominadas endoderme, mesoderme e ectoderme. Essa estrutura triblástica traduz-se na presença de uma epiderme uniestratificada, abaixo da qual existem duas camadas musculares, sendo a primeira composta por músculos circulares e a segunda por músculos longitudinais. A esse conjunto dá-se o nome de tubo músculo-dermático, ao qual cabem funções de proteção, locomoção e como esqueleto.
    • Há controle hormonal; hormônio npy-8 relacionado ao sistema reprodutor.
     As postagens anteriores servem para todo o filo dos platelmintos, com as pequenas exceções do modo de reprodução dos parasitas e também porque cestódios não possuem sistema digestório, que agora serão abordadas aqui abaixo:

     Ciclo de vida dos cestódios como causadores da teníase:



     Ciclo de vida dos trematódios como causadores da esquistossomose:


     Monogêneos (Classe Monogenea): Monogenea é uma classe de vermes do filo Platyhelminthes, maioritariamente ectoparasitas de organismos aquáticos, que atacam principalmente peixes e anfíbios. São comuns na pele, barbatanas, guelras e brânquias dos peixes e menos comuns na bexiga e no recto de alguns vertebrados ectotérmicos. Considerados durante largo tempo como uma ordem da classe Trematoda, foram separados, entre outros motivos, por apresentarem um ciclo de vida com um único hospedeiro, enquanto que os Digenea (a ordem principal dos tremátodos) apresentam de dois a quatro. Estima-se que existam cerca de 25000 espécies de Monogenea.