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sábado, 14 de outubro de 2017

Planárias | Comportamento

Olá pessoal! Hoje eu falarei um pouco sobre o comportamento das planárias!

 Ao procurarmos por comportamento de planárias no Google, não se acha muita coisa, há muito material sobre a anatomia deste animal e também há vários artigos sobre sua genética, mas sobre comportamento não há praticamente nada, por isso eu comentarei alguns aspectos do comportamento deste animal.


Habitat das planárias:
  • Habitam água frias e claras de córregos, lagos e fontes;
  • Vivem geralmente aderidas à superfície inferior de plantas aquáticas, rochas e pequenos galhos, evitando a luz (as planárias são fotofóbicas);
  • É interessante destacar que as planárias são bioindicadores, ou seja, indicam a qualidade da água do ambiente em que vive, por isso dificilmente se encontrará planárias em locais poluídos.

 As planárias segundo o livro Zoologia Geral de Tracy I. Storer e Robert L. Usinger são ativas durante a noite, as observações mostram que elas saem deslizando pelo aquário ativamente à noite, supõe-se que elas façam o mesmo na natureza. Este comportamento de deslizar através das superfícies constantemente com algumas rápidas paradas é típico desses animais que descansam sob pedras e folhas.

São animais de comportamento dócil e não trazem nenhum mal à nossa espécie, embora quando invadam aquários de camarões possam criar uma incrível tática de grupo para capturar algum camarão. Uma planária sozinha não consegue capturar um camarão adulto saudável, mas em grande número podem adquirir uma espécie de estratégia de grupo, juntando-se em um "novelo" e atacando juntas para acumular uma grande quantidade de muco e aumentar as chances de sucesso. Ao se alimentar as planárias acabam eliminando sucos digestivos, o que atrai outras planárias.

 As planárias se locomovem por deslizamento, seu epitélio ventral ciliado juntamento com o muco permite isso. Elas balançam constantemente a cabeça de um lado para o outro para reconhecer o ambiente com suas aurículas quimiorreceptoras e seus ocelos fotorreceptores, esse tipo de comportamento é muito comum nas geoplanas e nas planárias dulcícolas (de água doce). Algumas planárias marinhas (policládidos) tem a habilidade de nadar e algumas mimetizam lesmas-do-mar venenosas.

 Como todos sabem, esses animais tem um enorme poder de regeneração: Há um registro de 1898 (T. H. Morgan) de que Planárias conseguem se regenerar a partir de um pedaço de 1/279 do seu corpo! E ao cortar a sua região anterior ela consegue recuperar suas memórias, o que prova que suas memórias estão armazenadas por todo o corpo, enquanto a região posterior não regenera a região anterior o indivíduo ficará com sérios problemas de percepção do ambiente, mas em 7 dias a região anterior é regenerada.

 Na época de reprodução as planárias devem encontrar um parceiro para acasalar, como elas são hermafroditas elas eliminam os espermatozoides uma na outra, fecundando assim, os ovócitos uma da outra. Assim, o indivíduo irá pôr um ovo em alguma planta ou pedra, que irá eclodir e dar origem à planárias jovens (cerca de até 20 filhotes) e assim ao atingir a maturação sexual o ciclo irá recomeçar.


 As planárias são carnívoras ou necrófagas, muitas planárias se alimentam de moluscos e outros pequenos invertebrados.

 É interessante dizer que as planárias foram um dos primeiros animais a apresentar uma capacidade de aprendizado, embora seja rudimentar e ainda seja muito questionada: Se iluminarmos a planária e logo depois dermos um choque ela irá se contrair, se fizermos isso muitas vezes ela irá se contrair apenas com a luz, mas já que as planárias são naturalmente sensíveis à luz, será que isso é realmente um aprendizado ou um comportamento biológico natural da espécie? Também há uma experiência de um labirinto, onde a planária deve ir no caminho onde há luz, quando ela vai para o caminho errado leva um choque, e assim ela aprenderá o caminho, mas há muito o que discutir a respeito disso, esses invertebrados simples são dominados por outros comportamentos, sendo eles não racionais, ou seja, eles não pensam para a realização dos seus comportamentos.

Há muitos outros aspectos a serem estudados a respeito do comportamento destes animais, mas eu trouxe aqui alguns deles.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Curiosidade | O que as planárias enxergam?

Olá pessoal! Hoje falarei um pouco sobre a visão das planárias!

Quando vemos uma planária pela primeira vez, a princípio achamos que o ocelo se trata de um olho e que o verme está nos enxergando, mas não é bem assim! As planárias não possuem olhos, mas sim ocelos, e sua função nada mais é do que captar os estímulos luminosos, e infelizmente os ocelos não conseguem formar imagens, apenas detectam a intensidade e a direção da luz.


Os ocelos não são exclusividades dos platelmintos, alguns insetos e hidromedusas também possuem ocelos. Os ocelos não possuem estruturas adicionais como córnea e lente, são apenas células pequenas e isoladas, constituídos de células sensoriais, revestidas por células pigmentadas, conectadas ao nervo óptico. Outras medusas e vários moluscos possuem olhos muito mais sofisticados, vários olhos de moluscos já formam imagens, os cefalópodes fazem isso muito bem, assim como outros moluscos.

Agora você se pergunta, então o que uma planária realmente vê? Bom, mostrarei isso agora mesmo. Veja essa imagem de uma flor:


Realmente são muito bonitas, mas uma planária não consegue ver essa flor assim, nosso olho é um olho em câmara, o da planária é muito mais simples, e abaixo você confere a sua estrutura e como ela veria a mesma flor!
É muito curioso vermos como cada animal percebe o mundo de um modo diferente! Cada ser vivo tem as adaptações necessárias para sobreviver em seu habitat.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Filo Nemertea | Características

Olá pessoal! Agora o blog também comentará sobre outros tipos de seres vermiformes que existem!

Filo Nemertea - Nemertinos



São vermes de corpo alongado, chato, mole, não-segmentado e capaz de grande alongamento e contração. Alguns possuem 5 milímetros, outros podem chegar a 25 metros, com relatos de nemertinos que atingiram os 60 metros! As cores variam muito e sempre são vivas, pode haver listras ou não. A maioria dos nemertinos são marinhos, vivendo enrolados embaixo de pedras, entre algas ou em buracos de água profunda, mas há alguns terrestres e outros de água doce e alguns até que vivem no manto de moluscos bivalves e entre as brânquias ou massas de ovos de certos caranguejos.
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Parborlasia corrugatus
Nemertino terrestre Geonemertes sp.
Características gerais:

  • Simetria bilateral;
  • 3 folhetos germinativos;
  • Corpo alongado, mole, altamente contrátil e não segmentado;
  • Uma probóscide eversível;
  • Trato digestivo reto e completo;Sem celoma ou órgãos respiratórios; espaços preenchidos com mesênquima;
  • 3 vasos sanguíneos longitudinais, 2 canais excretores laterais, ramificados, com células-flama;
  • Sistema nervoso com um par de gânglios anteriores e um par de nervos laterais longitudinais, algumas espécies também com troncos nervosos mediano-dorsal e mediano-ventral;
  • Sexos separados, com pares múltiplos de gônadas e desenvolvimento direto ou através de uma larva pilídio; reprodução assexual por fragmentação.

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Classificação:

  • Classe Anopla: Probóscide não armada; boca posterior ao cérebro; sistema nervoso subepidérmico ou entre os músculos.
  • Classe Enopla: Probóscide pode ser armada; boca anterior ao cérebro; sistema nervoso dentro dos músculos da parede do corpo.
Com certeza a maioria das pessoas nem se quer ouviram falar destes animais, onde eles se localizariam em uma filogenia?
Imagem relacionada

Geralmente esses vermes são muito relacionados aos platelmintos! Mas os nemertinos são mais complexos e se diferem dos platelmintos pelas seguintes características:
  • Sistema digestório completo, com boca e ânus;
  • Sistema circulatório fechado;
  • Probóscide;
  • Gônadas simples repetidas ao longo do corpo, podem também se reproduzir assexuadamente por regeneração;
  • Órgãos sensoriais cerebrais exclusivos.
Talvez o motivo de não conhecermos esse filo seja pelo negligenciamento dele em muitos materiais de estudo. 

Referências bibliográficas: Zoologia Geral de Tracy I. Storer e Robert L. Usinger

sábado, 5 de agosto de 2017

A classificação taxonômica das planárias

Olá pessoal, hoje vou fazer uma classificação taxonômica das planárias.

Explicarei algo que aparentemente parece difícil de um modo que a compreensão seja fácil!

Antes de falar de classificações taxonômicas, precisamos rapidamente falar o que é isso. A Taxonomia é uma área da biologia responsável por classificar todos os seres vivos. Mas como isso é feito?

A imagem abaixo mostra as principais categorias taxonômicas, que se torna cada vez mais menos abrangente.
Resultado de imagem para reino filo classe ordem familia genero especie

Essa classificação foi desenvolvida por Carolus Linnaeus (Lineu) em 1735. Ele é um sistema binominal de nomenclatura, e a espécie é a unidade básica. Basicamente o nome científico de uma espécie deve ser escrito em latim e deve estar destacado no texto (em Itálico ou sublinhado)
.
É obrigatório o uso de duas palavras para designar o nome científico de uma espécie, daí a expressão sistema binomial de nomenclatura (a palavra binomial significa 'com dois nomes', 'com duas palavras'). A primeira delas deve ser escrita com letra inicial maiúscula; a segunda, com letra inicial minúscula.

A primeira palavra, com inicial maiúscula, indica o gênero a que pertence a espécie. A expressão formada pela primeira palavra mais a segunda designa a espécie.

Uma observação interessante é que esses sistema binominal de nomenclatura é universal, ou seja, é o mesmo em todos os lugares do mundo.

Agora falaremos sobre as planárias, elas pertencem ao Reino Animalia, também chamado de Reino Metazoa ou simplesmente chamado de Reino Animal. As principais características de um ser vivo que pertence ao Reino Metazoa é ser pluricelular (ter mais de uma célula), heterótrofo (buscar o seu alimento) e eucarionte (material genético organizado em um núcleo).

Como exemplo podemos usar esta imagem:

Resultado de imagem para reino filo classe ordem familia genero especie


Esta filogenia abaixo nos mostra os principais filos

Resultado de imagem para reino animal

As planárias pertencem ao sub-reino Eumetazoa, que podem ser chamados de ''animais verdadeiros'', pois apresentam tecidos diferenciados diferente dos Parazoa, que são as esponjas, elas não tem tecidos verdadeiros.

Elas também pertencem ao clado Bilateria, pois sua simetria é bilateral, ou seja, ela pode ser dividia em duas metades iguais, diferente dos Radiata, que possuem simetria radial, ou seja, podem ser divididos em mais de duas metades iguais.

Resultado de imagem para simetria bilateral

As planárias também pertencem ao clado Protostomia, seres vivos pertencentes a esse clado possuem simetria bilateral e três camadas germinativas. Camadas germinativas são um conjunto de células formadas na embriogênese, ou seja, conjunto de células formadas quando o embrião está se desenvolvendo e se formando.

De outro modo: O blastóporo pode dar origem à boca ou ao ânus. Quando dá origem apenas à boca ou tanto à boca quanto ao ânus, os animais são chamados de protostômios (proto = primeiro). É o caso dos vermes, dos moluscos e dos artrópodes.
Quando o blastóporo dá origem ao ânus os animais são chamados de deuterostômios (deutero = posterior). É o caso dos equinodermos e dos cordados.

As planárias são de um dos grupos de protostômios, o Lophotrochozoa. Também há o Ecydysozoa, não falarei muito sobre estes grupos. pois os zoologistas divergem muito sobre esse modo de organização dos animais.

Precisamos saber basicamente que as planárias são do Reino Animalia, do sub-reino Eumetazoa, do clado Bilateria e também do clado Protostomia. Mas basta saber que elas pertencem ao Reino Metazoa e ao Filo Platyhelminthes, o filo é uma das principais categorias da taxonomia. Os platelmintos são os vermes chatos (aspecto do corpo em formato de fita, achatado), de sistema digestório incompleto (sem ânus, sendo que alguns parasitas nem apresentam o sistema digestório), que podem viver na terra, no mar ou na água doce, podem ser de vida livre ou parasitas, alguns possuem ocelos que captam estímulos luminosos sem formar imagens. Mas uma das características mais espetaculares desse filo é a enorme capacidade de regeneração.



Mais abaixo do filo, temos a classe, há quatro classes nesse filo: Turbellaria (onde estão as planárias, praticamente todos os animais dessa classe são de vida livre e não são parasitas), Cestoda (aqui estão agrupadas as tênias, que são parasitas inclusive do homem), Trematoda (os esquistossomos, também parasitas, inclusive parasitas do homem) e por último Monogenea (maioritariamente ectoparasitas aquáticos, ou seja, parasitas externos, que ficam fora do corpo do animal).

Abaixo temos as ordens de Turbellaria, que eu falarei rapidamente, as que estão em negrito merecem um destaque maior:
  • Macrostomida;
  • Nemertodermata;
  • Polycladida;
  • Prolecithophora;
  • Rhabdocoela;
  • Seriata.
Não darei destaque as classificações menores dentro de Polycladida. As ordens mais importantes são as que estão em negrito, mas dentro da ordem Seriata há a ordem Proseriata que eu não comentarei nada, e a ordem Tricladida, nesta ordem estão os turbelários mais conhecidos. A ordem Tricladida compreende turbelários de vida livre, não parasitas, há três subordens:
  • Maricola: vive em ambientes marinhos;
  • Cavernicola: vive principalmente em ambientes de água doce em cavernas;
  • Continenticola: inclui as planárias terrestres (Geoplanidae) e as de água doce (Dendrocoelidae , Dugesiidae, Kenkiidae e Planariidae).
Mas basta saber que Maricola é constituído pelas planarias marinhas, enquanto Continenticola é formado por quatro famílias de água doce e uma família terrestre, chamada Geoplanidae.

A filogenia abaixo ajuda a entender as relações filogenéticas:


Mas para quem quer saber todas as classificações menores (famílias e gêneros), veja abaixo (clique para ser redirecionado as páginas da Wikipedia de língua inglesa):

Order Tricladida

Mas a família Dugesiidae merece destaque, pois seus membros são os mais conhecidos dos tricladidos, principalmente os do gênero Girardia e do gênero Dugesia. Todos os integrantes da família Dugesiidae são de vida livre e de água doce, são com certeza uma das famílias mais comuns de serem encontradas na natureza, e também as mais populares.

Girardia and Dugesia.jpg
Dugesia sp. em cima e Girardia sp. embaixo

O termo sp. é a abreviatura de espécie, indica que a identificação não chegou ao nível de espécie. Mas uma das espécies mais famosas de planárias é a Girardia tigrina e também Girardia dorotocephala. Veja abaixo uma filogenia:


O gênero Schmidtea também é popular, embora seja bem menos conhecido popularmente.

Outra família que merece destaque é a Geoplanidae e sua subfamília Geoplaninae (antigo grupo Terricola), e o gênero mais famoso de geoplanas é o gênero Geoplana, que também é o mais especioso. Essa família engloba planárias terrestres de vida livre, que vivem em solos úmidos em regiões neotropicais em sua maioria, se alimentando de lesmas, caracóis, minhocas e insetos. Veja a filogenia abaixo:


Planárias terrestres Geoplana sp. são encontradas frequentemente ao redor do mundo e inclusive no Brasil.


Geoplana burmeisteri.jpg
Obama burmeisteri

Para encerrar mostro aqui uma imagem que ajuda a entender essas classificações menores.


Há muitas espécies para serem classificadas ainda, e com certeza novas classificações surgirão. Sem falar nas revisões taxonômicas que devem ser feitas. A próxima postagem será mais prática, e não teórica como foi hoje. 

terça-feira, 11 de julho de 2017

Como achar planárias?

Olá pessoal, está é a primeira postagem deste blog que tem o intuito de conseguir coletar planárias.

As planárias pertencem ao filo Platyhelminthes, ela como todos desse filo tem o corpo alongado e achatado, com aspecto de fita (vermes chatos, vermes achatados), sua simetria é bilateral, possui sistema digestório incompleto e também possuem ocelos, que captam estímulos luminosos e não formam imagem, consequentemente é errado chamar essa estrutura de olhos. As planárias de água doce, terrestres (geoplanas) e marinhas pertencem a classe Turbellaria, uma classe de vermes de vida livre que não causam nenhum tipo de doença e parasitismo, diferente da classe Cestoda (tênias) e Trematoda (esquistossomos) que causam doenças graves através de seu parasitismo.

Ao fazer uma rápida pesquisa na internet encontramos um artigo do Ponto Ciência que ensina a fazer a coleta desses animais e também a sua manutenção, pesquisando mais afundo se acha até artigos americanos sobre o mesmo assunto, mas o artigo mais completo em nossa língua e também mais acessível é o do Ponto Ciência, e também eu acabei achando em um livro de zoologia como fazer a coleta desses animais, e novamente falaram a mesma coisa que o Ponto Ciência, ou seja, os métodos não mudam, são os mesmos!

Primeiro eu comentarei as características de um local onde as planárias vivem:

  • Habitam água frias e claras de córregos, lagos e fontes;
  • Vivem geralmente aderidas à superfície inferior de plantas aquáticas, rochas e pequenos galhos, evitando a luz (as planárias são fotofóbicas);
  • É interessante destacar que as planárias são bioindicadores, ou seja, indicam a qualidade da água do ambiente em que vive, por isso dificilmente se encontrará planárias em locais poluídos.

Após escolher um local com as devidas características deve-se utilizar fígado de boi como isca e seguir essas instruções que são ditas no Ponto Ciência:

Envolva um pedaço de fígado cru ou outro tipo de carne em uma gaze e coloque dentro de
uma garrafa de PET cortada ao meio. Tampe o recipiente com uma tela média de arame, filó ou nylon, para impedir que outros animais levem o alimento. 
Amarre uma corda ou barbante à garrafa e coloque-a na água, perto de plantas, troncos submersos ou rochas, pois nesses locais é mais provável encontre planárias. 
Você pode amarrar a ponta da corda numa estaca à margem do riacho e ficar observando.
Quando as planárias estiverem dentro da garrafa é hora de puxar a corda.
E para manter as planárias também deve-se seguir a orientação do Ponto Ciência:

Transfira as planárias para um recipiente (um aquário, por exemplo) com um pouco de água doce do próprio local de coleta. 
Coloque um pequeno pedaço de carne ou ração para peixe carnívoro, para que
elas se alimentem após a coleta. As planárias devem ser alimentadas de 2 a 3 vezes por semana e, se for utilizar carne fresca, deve-se mantê-la no recipiente até, no máximo por 24 horas, para que a carne não apodreça e as planárias acabem morrendo.
Troque a água do recipiente a cada 20 dias. Você deve utilizar água da torneira após ser desclorada. 
Para desclorar a água da torneira basta deixar uma vasilha com água destampada durante 24 horas. 
As planárias gostam de ambientes sombreados, então não deixe o aquário recebendo raios solares, diariamente, por muito tempo.

Eu andei pesquisando durante vários dias onde poderia achar esses turbelários incríveis. Acabei achando muitos artigos que mostram a diversidade de espécies de geoplanas e planárias de água doce que podem ser avistadas no Rio Grande do Sul, este mapa mostra o que eu digo:

Localização de espécies de planárias do gênero Girardia pelo RS
Também pode-se encontrar planárias e geoplanas na Região Sudeste, assim como em todo o Brasil. A espécie Girardia tigrina nativa das Américas e presente também no Pacífico, na Alemanha e no Japão pode ser encontrada por todo o Brasil, assim como outras espécies de planárias e geoplanas, pois ela é uma espécie comum aqui nas Américas, então com certeza você conseguirá coletar uma dessa espécie.

Já as geoplanas recomenda-se procurar em solos úmidos nas florestas neotropicais do Brasil, algumas espécies são bastante comuns em algumas localidades, deve-se alimentar geoplanas com minhocas ou então com gastrópodes como caracóis e caramujos. E como as geoplanas são terrestres deve-se colocar o indivíduo em um aquário com terra e plantas, imitando seu ambiente, lembrando de deixar a terra úmida, e não encharcada!

Uma planária ou uma geoplana pode morrer por diversos fatores apesar de sua incrível capacidade de regeneração, como presença de substâncias químicas na água como, por exemplo, o cloro, alimentação inadequada, ação de predadores e falta de umidade.

Recomenda-se não fazer cortes em geoplanas, pois sua expectativa de vida diminui bastante, além de que em alguns casos a geoplana nem chega a se regenerar. Mas isso não quer dizer que as geoplanas não tenham habilidade de regeneração, todos os tipos de planárias têm essa habilidade.

Agora a respeito de planárias marinhas, elas são encontradas geralmente associadas a recifes coralígenos e facilmente confundidas com lesmas do mar, mas na realidade são bastante diferentes. As planárias marinhas possuem cores exuberantes, deve-se tomar cuidado ao tentar coletá-las, pois algumas espécies de planárias marinhas imitam lesmas do mar venenosas (essas imitações recebem o nome de mimetismo), está visto que a planária marinha é um grupo de indivíduos mais difícil de se achar e coletar, visto que precisa se locomover até litorais que têm recifes de coral. As planárias marinhas devem ser alimentadas com mariscos e mexilhões, e deve-se mantê-la em um aquário marinho com um tamanho grande e bem espaçoso, visando a saúde do animal. Também é interessante dizer que as planárias marinhas possuem cores extravagantes devido a sua toxicidade, então deve tomar muito cuidado ao manusear esses animais, eles usam sua toxicidade para caçar presas, embora essa toxicidade seja pouco estudada, é bom tomarmos cuidado com esses animais.

Para concluir essas postagem, essa imagem responde algumas dúvidas (clique para ampliar):


Referências: Ponto Ciência e Projeto Qualibio.